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o blog da outra

o blog da outra

Breves #15

Eu é que não percebo nada de moda ou isto (tentem visualizar por favor ) não fica nada bem? Calças rosa choque (a tender para o fluorescente), unhas dos pés (dentro de sandálias beges) rosa choque, unhas das mãos rosa choque, camisa branca. Cabelo impecavelmente esticado e moça maquilhada. Mas a rematar, argolas (com aparência de plástico) em que cor?...isso mesmo, rosa choque! Estão a  imaginar o que isto faz à vista de uma pessoa?

Amor de mãe

Há pouco tempo perguntaram-me como era afinal essa "coisa" do amor de mãe, se era mesmo o melhor amor do mundo como toda a gente diz. E se era ssim uma coisa tão diferente de tudo o que eu já tinha sentido até hoje.

Não sei se será o mesmo para todas (é certo que não será) e só posso falar por mim. É diferente de tudo o que já senti. Foi estranho ao início e não foi amor à primeira vista. Mas depois foi crescendo de dia para dia, e quando pensava que já não podia ser maior, continu(a)ou sempre a crescer. Ao mesmo tempo, implica renunciar a tanto do que julguei como a minha identidade, o meu "eu" e isso (para mim) não tem sido fácil. É também ter medo de morrer, para não lhe faltar. É ter de parar para pensar no que é melhor para ele (sem nunca esquecer aquilo que quero para a minha vida). Resumindo:  É o mais puro amor, mas é também (para mim) o que causa mais dor. 

...

É sábado à noite. Acabei de ligar o computador para acabar um trabalho que trouxe para terminar no fim-de-semana. Este teve de ser. Mas já decidi (exatamente no fim-de-semana passado) que não posso ocupar o meu temp livre com mais trabalho. Já dou muito. Preciso de cortar aos poucos com as coisas que não quero na minha vida.

Ao mesmo tempo, tenho o miúdo meio doente. Fiquei em casa só com ele. Cortesia de (mais um) dos eventos do pai. É inevitável não me sentir "abandonada" e que sobra tudo para mim. Também gostava que o facto de me tornar mãe apenas acrescentasse uma pessoa à dinâmica da casa. E que não fosse preciso fazer escolhas e renunciar a alguns dos programas que (também) gosto. Mas as coisas não são assim. E tenho de cortar também com isto.

Inbetween

Já é abril. Nada de águas mil até agora. Em jeito de balanço de março (atrasadérrimo):

- Ainda não escrevi os objetivos deste ano (sei que já passaram quase quatro meses, mas ainda faltam 8 portanto deixem-me acreditar que ainda vou a tempo);

- Tenho trabalhado mais que muito, nas piores condições de sempre, mas com motivação (é esquisito isto, mas gostar do que se faz pode mesmo fazer a diferença);

- Tenho substituído o tempo livre (que deveria usar para as minhas práticas de yoga e para ler) por trabalho, e percebi que não devo continuar a fazê-lo. Há que estabelecer limites. Comecei esta semana a estabelecer os meus;

-Continuo a perder tempo demais com tarefas domésticas. Preciso  de arranjar um plano (que funcione) para manter a casa decente sem ter de perder 3 horas de seguida aio fim de semana para arrumar e limpar;

- Consegui praticar yoga uma vez esta semana em casa. É sempre tempo de começar. Agora é continuar.

-Preciso de tratar do armário cápsula de uma vez por todas. Já ando com isto na ideia há anos e ainda não tive coragem de avançar. Preciso de fazer alguns investimentos em básicos também);

- No meio desta correria tive a minha mãe a recuperar de uma cirurgia (nada de grave, valha-nos isso) e a precisar de um bocadinho mais de apoio;

- Estou cansada das pessoas. Principalmente das que me ligam apenas por interesse. Como é que as pessoas se transformam tanto quando se trata de coisas?

- Surpreendentemente, as palavras que às vezes precisamos chegam de quem menos esperamos. É preciso saber apreciar isso.

- O puto cresce a olhos vistos e já faz frases de duas (ou três) palavras. Desarruma tudo e continua a fazer das suas. (últimos achados na máquina de lavar: 1 livro e 1 garrafa de vidro.) Começa a esticar-se todo para trás quando não quer fazer alguma coisa e já tem (muita) vontade própria. Fala pelos cotovelos, principalmente de manhã, num dialecto que pouco entendemos, mas ainda bem que alguém na casa tem bom acordar.

 

 

A outra também ensina

Aprende que nada, mas nada no mundo é mais certo que a tua intuição. Por isso, quando conheces alguém (não podem ser os primeiros segundos, claro, mas o tempo mínimo necessáro para uma pequena conversa), confia no que sentes em relação à pessoa. Há pessoas que não nos inspiram logo confiança e outras que são precisamente o contrário. 

O tempo vai dizer, mas (a mim) tem-me dito que a minha primeira intuição raramente está errada.

Então, se a primeira impressão for negativa, vale a pena ficar alerta e nunca baixar muito a guarda. E aqui das duas uma, ou nos enganámos redondamente e tínhamos a intuição avariada nesse dia, mas olha ao menos não fizemos papel de parvos; ou  o de facto vemos que era mesmo assim, e aqui também não há mal nenhum, não nos desiludimos.

Caso a primeira impressão seja boa, desconfiem também, nunca baixando a guarda. E, também aqui, das duas uma, ou nos enganámos redondamente e como não confiámos demais, não há problema nenhum; ou vemos que tínhamos razão e tudo o que vier "é ganho".

Resumo: Confiem sempre na vossa intuição, sem nunca confiar demais nas pessoas nem ser totalmente transparentes.

 

o pior de conhecer...é gente!

Sou uma parva. Inocente. Totó. Pata. A sério que sou. Quanto tempo mais demorarei eu perceber que as pessoas são manhosas, matreiras, cheias de truques e artimanhas só para se safarem e ficarem bem na fotografia?

Mas quantas vezes virá a vida mostrar-me que não vale a pena confiar e ser transparente com toda a gente que encontro pelo caminho? Até quando eu me dignar a aprender, que (parece que) ainda não aprendi.

Incomoda-me seriamente o que tenho encontrado neste mundo do trabalho. Não me posso considerar muito experiente, trabalho há 11 anos, a maior parte deles no privado (a verdadeira escola, não me venham já com merdas) e o resto no público. Não posso dizer que trabalho pouco aqui. Nada disso, até digo que trabalho muito mais do que alguma vez trabalhei na vida (em quantidade é a loucura mesmo), e condições zero (sou precária).Não é isso sequer que está em questão.

Mas a função pública é uma máquina grande, muito grande, e podre. A cair de podre. E é difícil não ser apanhado nessa podridão. As pessoas, mesmo as mais novas estão cheias de vícios e ronhas que é difícil dar a volta...

O problema é que estas pessoas dificultam a tarefa de quem quer trabalhar, de quem acha que tem de dar sempre o melhor e vestir a camisola como se isto fosse nosso. Que a bem dizer da verdade, é. Ou não estamos a ser pagos com o dinheiro de todos?

E acontece o caricato: quando  um chefe com alguma dinâmica vai pedir mais produtividade e organização, tratam logo de se fazerem de ofendidos e de retaliar mesmo à FP (leia-se filho da puta mesmo): fazer pior o seu trabalho  (errando de propósito ou omitindo informações que são da sua obrigação fazer passar) para que o chefe, que o verifica e passa ao seguinte na hierarquia, se atravesse, se estatele ao comprido e fique mal visto.

Com este comportamento conseguem duas coisas: pôr  o chefe (que lhes chamou a atenção)efetivamente em cheque, vingando-se dele e desviando ao mesmo tempo a atenção da sua incompetência (que passou a ser do chefe).

Ou seja, não trabalham mas não deixam trabalhar quem quer. Porque nisto da FP, se vens com muita vontade e te começas a destacar não és bem visto, pelo contrário és um alvo a abater. Enquanto as pessoas (a generalidade das que compõe a dita máquina) quiserem olhar só para os seus umbigos, vamos ter sempre mais ronhas a querer travar quem quer trabalhar para poderem continuar a fazer só à medida do que lhes dá jeito.Por mais que quisesse (que não quero), não consigo ser assim. E tenho verdadeiro asco de quem o é. Pena é que tenha de levar com alguém assim, de frente, todo o dia, todos os dias. E pensar que me tenho de defender dos truques e ronhas com que posso ser apanhada na curva. E com isso é que não sei lidar.

 

Breves #13

Lindo, lindo é ligares a alguém com quem tinhas combinado falar sobre certo assunto(mais do interesse da outra pessoa do que teu), e ouves "Ah mas agora também não é boa altura!" Tá certo. Deixa lá devolveres a chamada que já te conto.

Oh gente do caralho!

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