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É tão mais fácil ser feliz...

por Outra, em 07.09.18

Eu, que já fui um "Grou" mal disposto, que não sou de sorriso fácil e que tenho um ar sério (de má, como muitos me dizem) admito que estava enganada.

Não é fácil viver de cara fechada e zangado com o mundo, mesmo que tenhamos muitas razões para nos sentir assim.

Ainda agora cheguei ao trabalho e a propósito de um ritual que temos à sexta, fiz uma piada. Toda a gente desatou a rir. Toda a gente menos a rapariga que já fui, o "Gru" mal disposto que do canto me olhou como se eu fosse um alien.

Pois bem...reconheci ali algo que já fui, e que tenho a certeza de não querer ser mais, porque é tão mais fácil rir e ser feliz. Mesmo com o que me falta. Mas fazendo do que tenho, o melhor.

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publicado às 09:30

Mudar o chip

por Outra, em 01.06.18

Trago em mim desde que me lembro de ser gente um sentimento estranho, de que não mereço ser feliz. Não sou uma daquelas pessoas sorridentes, de bem com a vida. Não que não goste da vida, ou que não me sinta bem.

É uma coisa que vem de dentro, das entranhas...e não era (é) raro acontecer-me ter dias em que estava muito bem disposta, feliz e positiva e a minha mente logo tratava de me lembrar "não fiques muito feliz, ainda te acontece alguma coisa"...e acontecia mesmo.Isto está de tal forma enraizado em mim que nem sempre sei se terei a capaciadade de mudar a minha forma de ver as coisas...tenho de mudar o chip, reprogramar a minha mente para o contrário daquilo que (ainda hoje) sinto.

A caminho do trabalho hoje sentia-me bem, mesmo sabendo as chatices que tinha para resolver...não tardou a que a minha mente voltasse ao padrão "não fiques muito feliz, ainda te acontece alguma coisa".

O que é que foi diferente? Em vez de automaticamente perder o ânimo, mentalizei algo diferente. "Mereces ser feliz, e mesmo que alguma coisa te aconteça, não é por isso que mereces menos. Acredita sempre nisto."

Mudar os padrões da mente é uma uma tarefa difícil, requer disciplina. Ter a consciência desses padrões é o primeiro passo para o processo. Depois, é preciso uma vontade férrea para, todos os dias se disciplinar a pensar diferente, até que o novo pensamento saia automaticamente e se transforme no novo padrão. Mais positivo e mais feliz. E quem não quer ser feliz?

 

 

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publicado às 11:38

Até quando?

por Outra, em 17.05.18

Quando a pessoa pensa que as coisas estão a tomar um rumo, que está mais perto da solução, leva lá mais um balde de água fria.

Já aqui falei da minha situação de precariedade laboral. 4 anos a dar o litro, com todos os deveres e obrigações mas sem direitos. Decido mexer-me e meter uma ação em tribinal. Estão a ver o desgaste e o investimento necessário? pois. Um sacrifício danado. ficar quase sem poupanças. Foi em Novembro. Supostamente seria uma daquelas ações urgentes. Pois, hoje, 17 de maio, dois adiamentos depois, e vai de marcar nova data, desta feita só para setembro. Até quando terei eu de viver neste limbo ?

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publicado às 14:03

Cenas

por Outra, em 16.05.18

Já se passaram quase 5 meses e a única coisa que consegui aqui escrever foi um balanço tardio sobre 2017. Deixem lá, não é que não me tenha apetecido já vir aqui despejar tudo o que tem vindo a atormentar-me desde o início de 2018, mas o excesso de trabalho e a minha inaptidão em lidar com as coisas não me deixaram.

2018 começou mal, e a bem dizer da verdade, ainda não está a melhorar...Já estive, em tempos idos, deprimida. Tomei medicação durante muitos anos até que me senti minimamente capaz de seguir sem os químicos. Estávamos em 2014. Entretanto engravidei, tive o miúdo e bati muito mal no início (mas lá me fui aguentando)...pois que aguentei 3 anos e tal (não chegou a 4). Comecei a ver que muitos dos sintomas que já tinha tido estavam a voltar para me assombrar. Dores de cabeça, cansaço extremo e uma incapacidade brutal de ver as coisas boas da vida, mesmo que pequenas. Tentei dar a volta, introduzir a meditação diária, o yoga e atividades que me dessem gosto. Muito bem. Só que não. A ansiedade começou a dar cabo de mim e comecei a sentir ataques de pânico sem qualquer explicação (o primeiro foi dia 14 de fevereiro). As reuniões eram um drama, só a ideia de ter de estar numa já me incomodava. Falta de ar, sensação de nó na garganta, coração acelerado, visão turva... Podia estar aparentemente bem, que de um momento para outro tudo mudava. As coisas pioraram quando comecei a sentir dores de estômago, ardor e dificuldades de digestão. Foi tudo de uma vez. Outra vez. Eu já tinha visto este filme antes. Não esperei, fui ao médico e voltei a tomar medicação para a ansiedade/depressão. Comecei há pouco mais de um mês. O estômago ainda não está bom, a ansiedade  está um pouco melhor. Tem sido na verdade tempos complicados...

 

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publicado às 14:00

Dezembro e fechar o ano de 2017 tarde e mal

por Outra, em 07.03.18

Já em Março tive de parar para registar o fim de 2017. Fico sempre com a sensação de que preciso assentar ideias para fechar as coisas. E 2016 não foi fechado, talvez isso me tenha trazido uma sensação de "incompletude" durante todo o ano de 2017. Paranóias minhas, talvez. Mas na dúvida...

De dezembro de 2017 vale registar:

  • Prendas despachadas semanas antes do natal, pela primeira vez na vida não andei na correria dos últimos dias, organizei-me muito melhor;
  • Casa arrumada e tempo para ir aproveitando os convívios e jantares da época;
  • Tempo em família de qualidade;
  • Menos bom: o puto doente todos os dias que fiquei em casa nas festas; a passagem de ano que me pareceu uma coisa sem graça nenhuma;

 De uma forma geral o ano de 2017 foi um ano complicado, que passado em revista resume-se a :

  • Muito trabalho, mesma situação precária, que comecei a mexer para mudar em novembro de 2017;
  • Pouco tempo para mim mesma;
  • Muita sobrecarga de tarefas e a sensação de que levo o mundo às costas;
  • A minha incapacidade de definir objetvos e de trabalhar a sério para os alcançar;
  • Regredir em termos de prática de yoga que tanto me vinha acrescentando;

Estimado 2017, sei que já vou tarde, mas Adeus. Não sentirei a tua falta.

 

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publicado às 15:35

Novembro

por Outra, em 06.12.17

Este foi dos melhores meses deste ano. Não se passou  nada de extraordionário, não. Apenas uma sensação de que estou a pacificar-me com a vida, com as coisas, a aceitar o que vem, a ter calma. Mesmo com as coisas chatas que teimam em acontecer.

Foi um mês em que me organizei mais um bocadinho (graças à minha experiência com o bullet journal) e já aproveitei para ir fazendo mais uns destralhamentos lá por casa.

- Continuei a prática de yoga (só falhei 1 dia);

- Arrumei a outra metade do roupeiro e tirei uma série de coisas que não uso. As que estavam boas, dei. As outras foram diretamente para o lixo; Comprei algumas peças para substituir as que estavam em pior estado. (aproveitei as prendas de aniversário que recebi para isso);

- A minha decisão de "resolver" a minha situação laboral avançou de facto. No prazo de dois/três meses penso que terá resultados (não podemos estar constantemente a queixar-nos e não fazer nada para mudar não é?);

- Fiz a experiência do bullet journal este mês. Percei que tenho de adaptar a minha vista semanal, vou testar já esta semana uma nova. Com o bullet voltei a achar piada ao desenho (e eu tenho zero jeito para desenho), a encontrar no bullet e nas listas uma atividade relaxante...Tanto me entusiasmei qeu desenhei as etiquetas das prendas de natal;

- Antecipei as prendas de natal (mais uma vez o bullet). Fiz uma lista, fiz umas pesquisas online e planeei. Fui às compras na black friday e poupei alguns euros com as compras que fiz. A esta altura do campeonato estou a 4 prendas do final das compras de natal;

- Passei mais tempo de qualidade em família. É necessário encontrarmos o equilíbrio para todas as coisas. Mas não o podia fazer sozinha;

- Tive umas despesas imprevistas, deixei passar a revisão do carro por uma porrada de kms e tive um eletrodoméstico avariado.

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publicado às 14:46

Outubro

por Outra, em 02.11.17

Não sei se foi por ser o mês n.º 10 e por estar a entrar em stress porque vai acabar o ano e não fiz nada do que queria ter feito, mas outubro rendeu mais do que eu esperava. Ou foi só porque me organizei (mais um bocadinho).

- Voltei à prática de yoga. Não é uma aula igual à que costumava fazer, não vou ter mais nenhuma igual. Mas gostei do efeito. Começo com 1x por semana (com o objetivo de passar a 2 em breve);

- Arrumei metade do roupeiro. A outra metade teve de ficar para uma próxima (preciso sossego...e o puto não me largava); Facilita muito mais na hora de escolher o que vestir. É mesmo impressionante a quantidade de roupa que tenho e não uso. Preciso comprar umas coisas também.

- Canalizei as minhas energias para destralhar. Uma gaveta de cada vez rumo ao objetivo: menos tralha, menos coisas para arrumar, mais espaço, mais clareza mental;

- Decidi fazer um bullet journal. Detesto agendas e acho esta uma forma melhor de me organizar. Vou testar nestes útimos dois meses com um caderno que tenho em uso, se correr bem compro um caderno novo para estrear em 2018;

- Tomei uma decisão que pode acabar com a minha precariedade laboral. Ao mesmo tempo novas possibilidades apareceram. Vejamos a concretização.

 

 

 

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publicado às 14:06

Acho que isto é gratidão...

por Outra, em 27.10.17

...Quando quase todos os dias ao fazer as tarefas mais banais do meu trabalho me ocorre o mesmo pensamento. "Gosto mesmo muito disto."

...Quando no meu percurso normal consigo captar o momento em que o sol começa a levantar-se e pesno como sou sortuda de poder apreciar tal coisa.

São só momentos. Masacho que é um bom começo.

 

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publicado às 11:00

Devastador

por Outra, em 16.10.17

Uma vez mais este ano a vive-se a desgraça dos incêndios. Pela última notícia que li, 31 mortes confirmadas. É absolutamente devastador. Aqui chove. Oxalá pudessemos mandar a chuva para onde mais faz falta.

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publicado às 16:12

Setembro

por Outra, em 04.10.17

 Eu sou de tudo ou nada. Também com os balanços. Junho, julho e agosto sairam atrasados e de rajada. Setembro começa a ser avaliado antes de sequer ter terminado (por segurança vou deixar isto pronto a sair só na segunda-feira, e vai na volta só o acabei hoje, quarta)

- Cheguei ao meu limite. Pus os pontos nos is. Tive uma conversa séria, muito séria sobres responsabilidades e cedências. Se as coisas não mudarem, fico sozinha. Assim ao menos de quinze em quinze dias tenho um fim de semana só para mim.

- Voltei das férias. Achei que vinha com a paciência renovada, mas não. Em menos de uma semana já tinha a minha secretária atolhada de coisas e prazos para cumprir. Acho que um dia morro de ansiedade por causa de um prazo!

- Tive de organizar a festa de anos do pequeno, que fiz em casa. Entre logística e limpeza e preparação, foi uma semana de trabalho. Mas correu tudo bem. Muito bem atrevo-me a dizer.

- Depois de uma festa a correr bem...alguma coisa tinha de dar bronca. Passei mal, achei que me estava a dar uma coisa má. Depois de umas horas na urgência, análises e medicação depois era "só" síndrome vertiginoso. Horrível.

- Na semana seguinte estive de guia turística. A minha melhor amiga veio de férias à minha terra. Foi uma visita há muito "prometida" e só agora concretizada. Foi pequena a semana para matar as saudades e por a conversa em dia, mas é tão bom reencontrar uma pessoa 6 anos depois e tudo estar como se tivéssemos conversado ontem.

- As últimas semanas foram complicadas, a ter de garantir tudo quase sozinha : a casa, o pequeno, a roupa, tudo ...já que os outros 50% da casa estavam em modo campanha eleitoral. Enfim, tudo se fez (que acima de tudo o puto não tem culpa nenhuma), mas já precisava de férias outra vez...

- Não pratiquei yoga mas arranjei um sitio para experimentar. Espero gostar.

- As mudanças ao roupeiro ainda não foram feitas.Shame on me.

 

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publicado às 14:56


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