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Presta atenção: o corpo responde!

por Outra, em 04.10.18

Quantas vezes nos deparamos com decisões difíceis? Quantas vezes andamos a moer dias e dias até termos uma resposta? Quantas vezes ficamos a moer outros tantos dias depois de tomarmos a decisão? Será que foi a certa? Ou a errada?

Falo por mim, sou indecisa. Ou melhor, tenho a mania de querer saber as opiniões dos outros acerca das decisões que devem ser só minhas. Mania antiga de procurar aprovação para tudo o que faço...

Portanto sou licenciada e exeço a minha profissão sem estar inscrita numa ordem profissional. Só que apenas a inscrição e estágio nessa ordem me permitiriam fazer outro tipo de trabalhos, mais ou menos remunerados consoante a sua complexidade.

Acontece que quando acabei o curso não fiz o dito estágio, comecei logo a trabalhar. Depois fiquei desempregada, depois empregada de novo e não o fiz. Sempre achei que não o queria fazer. Custa algum dinheiro ainda. Este ano, com a oportunidade de me oferecerem a inscrição, e porque ainda estava no prazo ponderei, será que devo fazer?

Passei o fim de semana inteiro indisposta, com dores de cabeça e a pensar, pensar, pensar. Mentalizei a pergunta e meditei à espera da resposta. Não conseguia concluir se sim ou não. Toda a gente à minha volta disse "Ah, se fosse eu fazia", "eu aproveitava", "gostava muito que fizesses", bla, bla, bla, como se a questão fosse exclusivamente monetária. Só que não é. É mais do que isso. Precisava saber se queria mesmo ou não.

Na segunda feira, e ainda na dúvida, decido contactar uma conhecida para ver se me aceitaria como sua estagiária. Respondeu logo que não. Não tinha plano B. Tinha de fazer pedidos e mais pedidos para encontrar um lugar.

Ainda com dores de cabeça, fui ver mais uma vez a quantidade de coisas que eram necessárias para a inscrição. Vi logo uma incompatibilidade que me impediria de exercer livremente depois. Naquele momento e perante esse impedimento senti um alívio enorme, como se um peso me saísse de cima dos ombros. A dor de cabeça foi passando e fui-me sentindo muito melhor.

Se calhar eu sempre soube a resposta e só estava à procura de uma justificação para que os outros compreendessem a minha escolha, ou algo que a tornasse mais aceitável aos olhos dos outros. Sempre os outros.

Parei paa pensar um bocado. Afinal quem é que tem de escolher? Eu. Quem é que tem de saber o que quer fazer? Eu. Então porque é que não ouvi logo os sinais que o meu corpo me deu ao longo de todos os dias em que me predispus a decidir diferentemente daquilo que era a minha convição? A verdade é que nunca quis fazer aquilo. E continuo a não querer. Não sei qual é exatamente o meu caminho mas sei que não é por ali. Por agora. Portanto numa próxima espero não me esquecer de que a resposta está sempre lá, quanto mais não seja em pequenos avisos subtis que o nosso corpo nos vai dando.

Escutem-no, que ele sabe.

 

 

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publicado às 09:11

Foi o Morrie

por Outra, em 12.09.18

Não, não ando a ler nenhum livro de autoajuda do Gustavo Santos (ou outro autor qualquer desses "do bem", o que quer que isso queira dizer).

Já me tinha consciencializado de que preciso mudar o Chip, acreditar que mereço ser feliz e fazer tudo por isso. Mas de pensar a fazer vai ainda uma distância, ou se calhar há um momento em que há um click, sei lá...

Com estas ideias já em mente, recebi o livro secreto para o mês de agosto: As terças com Morrie. E se achei, à primeira vista, que não o escolheria...tudo mudou quando comecei a ler. O Morrie veio mostrar-me que estou no caminho que quero estar...de encontrar a felicidade em bocados pequenos dos dias, em gestos aparentemente insignificantes...sem grandes megalomanias. Dando valor ao que tenho, às pessoas e não às coisas.

Fotografei imensas passagens a que quero regressar sempre que me desvie do caminho...deixo apenas algumas que me fizeram pensar:

"Estamos demasiado envolvidos em coisas materialistas, e elas não nos satisfazem. As relações de amor que temos, o universo à nossa volta, tomamos estas coisas como certas."

"É muito simples.À medida que cresces, aprendes mais. Se ficasses sempre pelos 22 anos, serias sempre tão ignorante como eras aos 22 anos. Sabes, envelhecer não é só decadência. É crescimento."

"Tens que encontrar o que é bom e verdadeiro na tua vida, tal como é agora. Olhar para trás torna-te competitivo. E a idade não é tema de competição.

"Digo-te simplesmente que não há experiência como a de ter filhos. É tudo. Não existe substituto possível. Não podes tê-la com um amigo.Não podes tê-lo com um amante. Se desejasa experiência de ter completa responsabilidade por outro ser humano, e aprender a amar e a ligar-teda maneira mais profunda possível, então deves ter filhos."

"Saber que se vai morrer, e estar preparado para isso a qualquer momento. É melhor. DEssa maneira podes realmente estar mais envolvido na vida enquanto estás vivo."

 

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publicado às 11:40

Breves #29

por Outra, em 11.09.18

Bonito, bonito é receber sem esperar. Duas pessoas no mesmo dia a oferecerem-se para me ajudar com a festa do miúdo.

Tudo o que vai, volta. E quando dás sem querer em troca, um dia recebes sem esperar também.

 

 

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publicado às 11:02

É tão mais fácil ser feliz...

por Outra, em 07.09.18

Eu, que já fui um "Grou" mal disposto, que não sou de sorriso fácil e que tenho um ar sério (de má, como muitos me dizem) admito que estava enganada.

Não é fácil viver de cara fechada e zangado com o mundo, mesmo que tenhamos muitas razões para nos sentir assim.

Ainda agora cheguei ao trabalho e a propósito de um ritual que temos à sexta, fiz uma piada. Toda a gente desatou a rir. Toda a gente menos a rapariga que já fui, o "Gru" mal disposto que do canto me olhou como se eu fosse um alien.

Pois bem...reconheci ali algo que já fui, e que tenho a certeza de não querer ser mais, porque é tão mais fácil rir e ser feliz. Mesmo com o que me falta. Mas fazendo do que tenho, o melhor.

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publicado às 09:30

Breves #28

por Outra, em 11.07.18

Sabes que estás a ficar experiente (ou velha, vá) quando tens de te moderar no tamanho da tua carta de apresentação. Tive que racionar as palavras. Mas sem dúvida que me "vendo" cada vez melhor.

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publicado às 15:08

Completando frases

por Outra, em 05.07.18

Pedi descaradamente à Joana para me nomear para este desafio. O blog anda morto, eu quero ressuscitá-lo, preciso de motivação para recomeçar...Achei que esta era uma boa forma.

  Sou muito...boa ouvinte. É, se calhar uma das minhas maiores virtudes. Gosto de ouvir. Sou capaz de ficar horas a ouvir alguém falar, desabafar, mesmo que não esperem um conselho. Ouvir, estar disponível.

 

Não suporto...gente cínica. que tanto me conhece quando convém, como finge que não me vê quando convém. gente que fica em cima do muro, que não mostra a sua opinião, que quer agradar a Deus e ao Diabo. gente sem caráter. gente preguiçosa. gente que se vitimiza. (já se viu que tenho um problema com gente, não é ?)

 

Eu nunca....viajei para fora da Europa. Aliás viajei pouquíssimo...viver numa ilha não ajuda muito, sair daqui está a ficar cada vez mais caro.

 

Eu já...assisti a duas autópsias. E gostei. (não me achem já doente tá?) Achei super curioso o tamanho dos órgãos e a forma como o nosso corpo, uma verdadeira máquina, está organizado.  

 

Quando era criança...Era sempre o "trambolho". Por ser mais gorda que os outros era sempre a última nas brincadeiras mais fisicas. Fosse a correr, subir árvores (nunca conseguia sequer subir), ir por caminhos mais difíceis, trepar ... E não era muito melhor nas aulas de educação física !

 

Neste exato momento...Estou a tentar escrever o resto deste post...que foi escrito em 3 fases...

 

Eu morro de medo...de ficar "louca", com uma doença psiquiátrica que não me deixe saber quem sou e o que fui e incapaz de fazer as coisas mais básicas.Este medo ganhou proporções gigantescas quando fui mãe.  

 

Eu sempre gostei...de comer. Desde pequena. Diz a minha mãe que nunca fui "reles" para comer. A idade trouxe-me uma intolerânica, estou mais seletiva mas continuo a gostar de comer. Quando não tenho apetite, tenham medo, é que estou mesmo mesmo doente!

 

Se eu pudesse...ensinava às pessoas (no geral) que importa ser e não ter. Que o caminho de uma humanidade melhor passa pela cooperação, pela simplicidade, pela verdade e pelo amor. (sou utópica não sou?)

 

Fico feliz...com tantas coisas simples. Um convitre inesperado para almoçar. Um café com uma amiga. O tempo a brincar com o meu filho. O pequeno almoço acompanhado de umas páginas de um livro. O fim do dia no sofá a conversar com ele. Momentos com a minha família. Os miúdos a brincar no quintal. O cheiro do verão, da terra molhada no outuno e o barulho da chuva... um milhão de coisas simples mas tão boas!

 

Se pudesse voltar no tempo...Nunca teria dado importância nenhuma à opinião dos outros. Na verdade,não voltaria porque gosto muito mais de quem sou hoje. E quem sou hoje é reflexo da minha aprendizagem ao longo do tempo.  

 

Adoro...o meu filho. Não há nada como o que sinto por ele. Nada.

 

Quero muito ir...à minha essência. Conhecer-me de verdade, aceitar-me  e gostar de mim com todas as minhas qualidades e defeitos.

 

Eu preciso...de férias. com alguma urgência. Estou tão cansada...

 

Não gosto de ir...a reuniões de condomínio. É o meu mais recente trauma. Este mundo está perdido, e um reflexo disto são as pessoas que andam por aí. Há sempre muita discussão, gente a falar alto e sempre alguém que não fala nas reuniões e vai para as redes sociais dizer o que não diz na frente dos outros.

 

Para responder ao desafio, vou nomear a Just, a Chic'Ana e a Alice Alfazema .Quem quiser juntar-se à festa é usar a tag completando frases.

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publicado às 17:41

Mudar o chip

por Outra, em 01.06.18

Trago em mim desde que me lembro de ser gente um sentimento estranho, de que não mereço ser feliz. Não sou uma daquelas pessoas sorridentes, de bem com a vida. Não que não goste da vida, ou que não me sinta bem.

É uma coisa que vem de dentro, das entranhas...e não era (é) raro acontecer-me ter dias em que estava muito bem disposta, feliz e positiva e a minha mente logo tratava de me lembrar "não fiques muito feliz, ainda te acontece alguma coisa"...e acontecia mesmo.Isto está de tal forma enraizado em mim que nem sempre sei se terei a capaciadade de mudar a minha forma de ver as coisas...tenho de mudar o chip, reprogramar a minha mente para o contrário daquilo que (ainda hoje) sinto.

A caminho do trabalho hoje sentia-me bem, mesmo sabendo as chatices que tinha para resolver...não tardou a que a minha mente voltasse ao padrão "não fiques muito feliz, ainda te acontece alguma coisa".

O que é que foi diferente? Em vez de automaticamente perder o ânimo, mentalizei algo diferente. "Mereces ser feliz, e mesmo que alguma coisa te aconteça, não é por isso que mereces menos. Acredita sempre nisto."

Mudar os padrões da mente é uma uma tarefa difícil, requer disciplina. Ter a consciência desses padrões é o primeiro passo para o processo. Depois, é preciso uma vontade férrea para, todos os dias se disciplinar a pensar diferente, até que o novo pensamento saia automaticamente e se transforme no novo padrão. Mais positivo e mais feliz. E quem não quer ser feliz?

 

 

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publicado às 11:38

Até quando?

por Outra, em 17.05.18

Quando a pessoa pensa que as coisas estão a tomar um rumo, que está mais perto da solução, leva lá mais um balde de água fria.

Já aqui falei da minha situação de precariedade laboral. 4 anos a dar o litro, com todos os deveres e obrigações mas sem direitos. Decido mexer-me e meter uma ação em tribinal. Estão a ver o desgaste e o investimento necessário? pois. Um sacrifício danado. ficar quase sem poupanças. Foi em Novembro. Supostamente seria uma daquelas ações urgentes. Pois, hoje, 17 de maio, dois adiamentos depois, e vai de marcar nova data, desta feita só para setembro. Até quando terei eu de viver neste limbo ?

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publicado às 14:03

Cenas

por Outra, em 16.05.18

Já se passaram quase 5 meses e a única coisa que consegui aqui escrever foi um balanço tardio sobre 2017. Deixem lá, não é que não me tenha apetecido já vir aqui despejar tudo o que tem vindo a atormentar-me desde o início de 2018, mas o excesso de trabalho e a minha inaptidão em lidar com as coisas não me deixaram.

2018 começou mal, e a bem dizer da verdade, ainda não está a melhorar...Já estive, em tempos idos, deprimida. Tomei medicação durante muitos anos até que me senti minimamente capaz de seguir sem os químicos. Estávamos em 2014. Entretanto engravidei, tive o miúdo e bati muito mal no início (mas lá me fui aguentando)...pois que aguentei 3 anos e tal (não chegou a 4). Comecei a ver que muitos dos sintomas que já tinha tido estavam a voltar para me assombrar. Dores de cabeça, cansaço extremo e uma incapacidade brutal de ver as coisas boas da vida, mesmo que pequenas. Tentei dar a volta, introduzir a meditação diária, o yoga e atividades que me dessem gosto. Muito bem. Só que não. A ansiedade começou a dar cabo de mim e comecei a sentir ataques de pânico sem qualquer explicação (o primeiro foi dia 14 de fevereiro). As reuniões eram um drama, só a ideia de ter de estar numa já me incomodava. Falta de ar, sensação de nó na garganta, coração acelerado, visão turva... Podia estar aparentemente bem, que de um momento para outro tudo mudava. As coisas pioraram quando comecei a sentir dores de estômago, ardor e dificuldades de digestão. Foi tudo de uma vez. Outra vez. Eu já tinha visto este filme antes. Não esperei, fui ao médico e voltei a tomar medicação para a ansiedade/depressão. Comecei há pouco mais de um mês. O estômago ainda não está bom, a ansiedade  está um pouco melhor. Tem sido na verdade tempos complicados...

 

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publicado às 14:00

Dezembro e fechar o ano de 2017 tarde e mal

por Outra, em 07.03.18

Já em Março tive de parar para registar o fim de 2017. Fico sempre com a sensação de que preciso assentar ideias para fechar as coisas. E 2016 não foi fechado, talvez isso me tenha trazido uma sensação de "incompletude" durante todo o ano de 2017. Paranóias minhas, talvez. Mas na dúvida...

De dezembro de 2017 vale registar:

  • Prendas despachadas semanas antes do natal, pela primeira vez na vida não andei na correria dos últimos dias, organizei-me muito melhor;
  • Casa arrumada e tempo para ir aproveitando os convívios e jantares da época;
  • Tempo em família de qualidade;
  • Menos bom: o puto doente todos os dias que fiquei em casa nas festas; a passagem de ano que me pareceu uma coisa sem graça nenhuma;

 De uma forma geral o ano de 2017 foi um ano complicado, que passado em revista resume-se a :

  • Muito trabalho, mesma situação precária, que comecei a mexer para mudar em novembro de 2017;
  • Pouco tempo para mim mesma;
  • Muita sobrecarga de tarefas e a sensação de que levo o mundo às costas;
  • A minha incapacidade de definir objetvos e de trabalhar a sério para os alcançar;
  • Regredir em termos de prática de yoga que tanto me vinha acrescentando;

Estimado 2017, sei que já vou tarde, mas Adeus. Não sentirei a tua falta.

 

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publicado às 15:35


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