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por Outra, em 22.04.17

É sábado à noite. Acabei de ligar o computador para acabar um trabalho que trouxe para terminar no fim-de-semana. Este teve de ser. Mas já decidi (exatamente no fim-de-semana passado) que não posso ocupar o meu temp livre com mais trabalho. Já dou muito. Preciso de cortar aos poucos com as coisas que não quero na minha vida.

Ao mesmo tempo, tenho o miúdo meio doente. Fiquei em casa só com ele. Cortesia de (mais um) dos eventos do pai. É inevitável não me sentir "abandonada" e que sobra tudo para mim. Também gostava que o facto de me tornar mãe apenas acrescentasse uma pessoa à dinâmica da casa. E que não fosse preciso fazer escolhas e renunciar a alguns dos programas que (também) gosto. Mas as coisas não são assim. E tenho de cortar também com isto.

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publicado às 23:13

Inbetween

por Outra, em 21.04.17

Já é abril. Nada de águas mil até agora. Em jeito de balanço de março (atrasadérrimo):

- Ainda não escrevi os objetivos deste ano (sei que já passaram quase quatro meses, mas ainda faltam 8 portanto deixem-me acreditar que ainda vou a tempo);

- Tenho trabalhado mais que muito, nas piores condições de sempre, mas com motivação (é esquisito isto, mas gostar do que se faz pode mesmo fazer a diferença);

- Tenho substituído o tempo livre (que deveria usar para as minhas práticas de yoga e para ler) por trabalho, e percebi que não devo continuar a fazê-lo. Há que estabelecer limites. Comecei esta semana a estabelecer os meus;

-Continuo a perder tempo demais com tarefas domésticas. Preciso  de arranjar um plano (que funcione) para manter a casa decente sem ter de perder 3 horas de seguida aio fim de semana para arrumar e limpar;

- Consegui praticar yoga uma vez esta semana em casa. É sempre tempo de começar. Agora é continuar.

-Preciso de tratar do armário cápsula de uma vez por todas. Já ando com isto na ideia há anos e ainda não tive coragem de avançar. Preciso de fazer alguns investimentos em básicos também);

- No meio desta correria tive a minha mãe a recuperar de uma cirurgia (nada de grave, valha-nos isso) e a precisar de um bocadinho mais de apoio;

- Estou cansada das pessoas. Principalmente das que me ligam apenas por interesse. Como é que as pessoas se transformam tanto quando se trata de coisas?

- Surpreendentemente, as palavras que às vezes precisamos chegam de quem menos esperamos. É preciso saber apreciar isso.

- O puto cresce a olhos vistos e já faz frases de duas (ou três) palavras. Desarruma tudo e continua a fazer das suas. (últimos achados na máquina de lavar: 1 livro e 1 garrafa de vidro.) Começa a esticar-se todo para trás quando não quer fazer alguma coisa e já tem (muita) vontade própria. Fala pelos cotovelos, principalmente de manhã, num dialecto que pouco entendemos, mas ainda bem que alguém na casa tem bom acordar.

 

 

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publicado às 12:38

A outra também ensina

por Outra, em 05.04.17

Aprende que nada, mas nada no mundo é mais certo que a tua intuição. Por isso, quando conheces alguém (não podem ser os primeiros segundos, claro, mas o tempo mínimo necessáro para uma pequena conversa), confia no que sentes em relação à pessoa. Há pessoas que não nos inspiram logo confiança e outras que são precisamente o contrário. 

O tempo vai dizer, mas (a mim) tem-me dito que a minha primeira intuição raramente está errada.

Então, se a primeira impressão for negativa, vale a pena ficar alerta e nunca baixar muito a guarda. E aqui das duas uma, ou nos enganámos redondamente e tínhamos a intuição avariada nesse dia, mas olha ao menos não fizemos papel de parvos; ou  o de facto vemos que era mesmo assim, e aqui também não há mal nenhum, não nos desiludimos.

Caso a primeira impressão seja boa, desconfiem também, nunca baixando a guarda. E, também aqui, das duas uma, ou nos enganámos redondamente e como não confiámos demais, não há problema nenhum; ou vemos que tínhamos razão e tudo o que vier "é ganho".

Resumo: Confiem sempre na vossa intuição, sem nunca confiar demais nas pessoas nem ser totalmente transparentes.

 

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publicado às 15:16

o pior de conhecer...é gente!

por Outra, em 04.04.17

Sou uma parva. Inocente. Totó. Pata. A sério que sou. Quanto tempo mais demorarei eu perceber que as pessoas são manhosas, matreiras, cheias de truques e artimanhas só para se safarem e ficarem bem na fotografia?

Mas quantas vezes virá a vida mostrar-me que não vale a pena confiar e ser transparente com toda a gente que encontro pelo caminho? Até quando eu me dignar a aprender, que (parece que) ainda não aprendi.

Incomoda-me seriamente o que tenho encontrado neste mundo do trabalho. Não me posso considerar muito experiente, trabalho há 11 anos, a maior parte deles no privado (a verdadeira escola, não me venham já com merdas) e o resto no público. Não posso dizer que trabalho pouco aqui. Nada disso, até digo que trabalho muito mais do que alguma vez trabalhei na vida (em quantidade é a loucura mesmo), e condições zero (sou precária).Não é isso sequer que está em questão.

Mas a função pública é uma máquina grande, muito grande, e podre. A cair de podre. E é difícil não ser apanhado nessa podridão. As pessoas, mesmo as mais novas estão cheias de vícios e ronhas que é difícil dar a volta...

O problema é que estas pessoas dificultam a tarefa de quem quer trabalhar, de quem acha que tem de dar sempre o melhor e vestir a camisola como se isto fosse nosso. Que a bem dizer da verdade, é. Ou não estamos a ser pagos com o dinheiro de todos?

E acontece o caricato: quando  um chefe com alguma dinâmica vai pedir mais produtividade e organização, tratam logo de se fazerem de ofendidos e de retaliar mesmo à FP (leia-se filho da puta mesmo): fazer pior o seu trabalho  (errando de propósito ou omitindo informações que são da sua obrigação fazer passar) para que o chefe, que o verifica e passa ao seguinte na hierarquia, se atravesse, se estatele ao comprido e fique mal visto.

Com este comportamento conseguem duas coisas: pôr  o chefe (que lhes chamou a atenção)efetivamente em cheque, vingando-se dele e desviando ao mesmo tempo a atenção da sua incompetência (que passou a ser do chefe).

Ou seja, não trabalham mas não deixam trabalhar quem quer. Porque nisto da FP, se vens com muita vontade e te começas a destacar não és bem visto, pelo contrário és um alvo a abater. Enquanto as pessoas (a generalidade das que compõe a dita máquina) quiserem olhar só para os seus umbigos, vamos ter sempre mais ronhas a querer travar quem quer trabalhar para poderem continuar a fazer só à medida do que lhes dá jeito.Por mais que quisesse (que não quero), não consigo ser assim. E tenho verdadeiro asco de quem o é. Pena é que tenha de levar com alguém assim, de frente, todo o dia, todos os dias. E pensar que me tenho de defender dos truques e ronhas com que posso ser apanhada na curva. E com isso é que não sei lidar.

 

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publicado às 14:20

karm(ãe)

por Outra, em 24.03.17

É dificil explicar isto de modo a fazer sentido, e principalmente de modo a não ser julgado, mas nem todas nascemos para ser mães de 2 ou 3 filhos, e algumas de nós acham que não têm jeitinho nenhum para serem sequer mães de 1 (eu).

Então é estranho estar com pessoas que te perguntam "É espetacular, não é?" à espera que isto seja uma pergunta retórica, e tu respondes , "mais ou menos", "não era bem isso que eu esperava", "não nasci para isto" (...) e de volta as pessoas devolvem-te um olhar de espanto-julgamento-perplexidade de quem quer dizer "mas-como-raio-podes-tu-afirmar-que-ser-mãe-não-é-o-melhor-do-mundo???"...

E, invariavelmente, sentes-te (mesmo que saibas que não deves) julgada e inferior às outras só porque sentes diferente. Porque sabes que ser mãe é parte do que te vai levar a evoluir, a crescer. E que crescer na maior parte das vezes dói. Ningém disse que isso ia ser fácil, pois não?

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publicado às 13:49

Afinal quem somos aos olhos dos outros?

por Outra, em 16.03.17

A propósito deste post da MJ em que ela lança a pergunta "o que mudarias se pudesses", foi imediato para mim identificar o que mudava, se pudesse: "A minha mania de que nunca vou ser suficientemente boa (pessoa, gaja, filha, mãe...) . Ganhava um bocadinho de autoestima, que ao contrário do que parece, não tenho. "

Percebi que a MJ (que me conhece dos blogs, mas um bocadinho além deles já) ficou surpreendida com a resposta e pus-me a pensar sobre o que somos aos olhos dos outros.

Passo para aqui muito do que sou,  e sei que a forma como abordo as coisas (às vezes muito preto ou branco) faz parecer de que sou uma gaja com uma brutal autoestima e amor próprio. Mas como um destes dias li por aí, os excessos de alguma coisa demonstram falta de outras coisas. O meu excesso de certezas sobre um sem número de merdinhas (que não interessam a ninguém) não é mais que minha insegurança disfarçada.

A minha necessidade (agora mais atenuada) de que gostem de mim mostra que eu própria não gosto do que sou. Acho que vou passar a vida a trabalhar isto....E mesmo assim acho que já avancei um bocadinho. Aprendi já que o trabalho começa de dentro para fora. Mas é uma construção que demora. Preciso de fazer bons alicerces. Lá chegarei.

Nos entretantos, não se deixem enganar pelas "aparências".

 

 

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publicado às 12:03

A dona Mila, coitadinha

por Outra, em 07.03.17

Coitadinha.

A Dona Mila era a funcionária da residência universitária onde eu vivi durante parte da minha vida académica.

Ela era uma senhora nos seus quarentas e muitos, sempre toda arranjada, de saia e de saltos, que usava mesmo para fazer a maior parte das tarefas (limpezas) que o seu trabalho implicava.  Ela até tinha os sapatos do trabalho. (Uns tamancos bordeaux que guardava num canto do quarto da roupa.) E carregava aquele ar tão sofredor...

Coitadinha.

Não era raro estarmos a chegar à porta da casa de banho e podíamos encontrá-la no corredor a limpar o chão (ou outra coisa qualquer), enquanto murmurava continuamente "Ai Deus, ai, ai...Vida...ai, ai, ai, ai..., Deus...ai, ai, ai..." (e, não raras vezes aumentava o volume para ter a certeza que a ouvíamos). 

Coitadinha.

Quando falávamos com ela tratava-nos a todas por "filha", "ai filha", mas tinha sempre aquele semblante pesado e voz quase arrastada de dor (que fazia questão) de imprimir no que dizia (nem que fosse "não chegaram ainda os lençóis lavados, filha").

Coitadinha.

Ela tinha ficado viúva muito jovem e com duas crianças pequenas para cuidar. O marido era um excelente homem (tenho ideia de que todos os maridos que morrem novos são sempre excelentes) e deixou-a cedo, agruras da vida.

Coitadinha.

A vida não era fácil. Todos os dias tinha de fazer uma longa viagem de autocarro para chegar àquele trabalho, que nem gostava, e que nem fazia com primor, porque tinha de sustentar a prole (neste tempo já em idade adulta, bem entendido).

Coitadinha.

E já lhe custava um bocado. Doiam-lhe as costas. Era do trabalho, maldito trabalho. Lá de vez em quando metia uns dias de baixa, ficava mais doente e tinha mesmo de ser..."Ai, vida, ai, ai, ai..."

Coitadinha.

Nunca a vi rir com vontade ou abandonar aquele ar de sofredora, de vítima da vida, que só afastava (ainda mais) dela as pessoas e as coisas boas que estas lhe pudessem trazer.

Coitadinha.

Não conseguia ver além do mal que lhe aconteceu, ficou lá parada, encurralada e dexou que isso definisse todo o resto de uma vida que ainda tinha para viver.

Pois, coitadinha...

 

 

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publicado às 15:01

Fevereiro de fins

por Outra, em 02.03.17

Para efeitos de balanço e de memória futura.

Fevereiro foi um mês pequeno em dias mas com algumas mudanças que podem fazer diferença nos meus dias.

Em janeiro de 2013 comecei a praticar (e aprender) yoga e meditação. Achava que nada daquilo me podia dizer nada, a mim, a pessoa que gosta de coisas ativas, movimento, de nunca parar.

Estava redondamente enganada. Aquilo não era só bom para mim, como era mesmo aquilo que eu precisava e não sabia (raramente sabemos, tenho vindo a aprender).

Obrigou-me a parar, perceber que tinha a cabeça a mil e que tinha muitos medinhos e merdinhas para resolver que nem fazia ideia.

Comecei a maior viagem da minha vida: a viagem ao interior. Para mim tem sido "a" viagem. Não tem data para acabar e tem sido muitas vezes difícil. Olhar para dentro, perceber o que sou, como sou, o que quero, para onde vou. Mudei muito. (Ainda estou a mudar). Preciso de fazer (e aprender) ainda tanto.

A escola que me mostrou este caminho vai fechar . Não porque  não seja mais necessário ensinar algo aos que ficam, mas porque a sua mentora tem de seguir o seu caminho.

Custa perceber que aquele apoio (que para mim  era terapia pura) vai estar longe e que o grande desafio  será a disciplina de tornar a minha prática (mais) regular. Só isso pode fazer a difererença.

Mais um ciclo se fecha. Engraçado que pela segunda vez na vida fecho um ciclo em fevereiro... (o outro foi o trabalho numa empresa que fechou).Agora cada um dos alunos tera pois que pegar nas ferramentas e seguir o seu caminho. Eu farei por seguir o meu e continuar na minha viagem. Não posso nunca esquecer o que a escola me trouxe e agradecer tudo o que aprendi.

 

 

 

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publicado às 14:14

O Regresso

por Outra, em 23.02.17

Ele voltou. O meu livro. Aquele que enviei para a iniciativa do Livro Secreto (1.ª Edição).

A minha primeira sensação quando abri o livro foi de... desilusão. À medida que o folheava percebia que não havia quase nada sublinhado. Depois (lá mais para o fim do livro) fui encontrando alguns sublinhados. Fiquei a pensar...poucos gostaram da minha escolha.

Escolhi "As velas ardem até ao fim" de Sandór Marai. Primeiro por ser um livro pequeno, depois porque gostei da história e da escrita e depois porque o livro fala da amizade verdadeira, tema que me doeu (dói) muito nesta vida.

Nunca fui uma criatura "popular" no que a amizades diz respeito. Sempre precisei de aceitação, sou uma criatura (embora não parecendo)  insegura. O que (noto) ainda não deixei de ser, a avaliar pela minha reação quando vi que  o meu livro também não foi popular...

Mas depois parei para pensar. Em alguns dos livros que recebi não sublinhei nada. Das duas uma: porque não me disseram nada de extraordinário ou porque não os li. Quem os recebeu de volta pode ter sentido o mesmo que eu.

Portanto, não é nada de pessoal. É só um livro. E ele não me define enquanto pessoa.Nem tão pouco os livros (que não sublinhei e os que não li) definem quem os mandou.

Portanto, olhei de novo para o meu livro e para os sublinhados.  Senti gratidão. A quem o sublinhou, porque gostou, obrigada. Se calhar temos gostos semelhantes. A quem não o sublinhou, porque não leu ou não gostou, obrigada também. Porque me permitiram parar e perceber que isto do livro me diz mais sobre quem sou (e do que preciso ainda ultrapassar) do que esperava. E isso só pode ser bom.

Obrigada!

 

 

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publicado às 15:15

Disto dos balanços*

por Outra, em 30.01.17

*Ou de como nem sempre é fácil saber (de forma concreta, objetiva e mensurável) o que se quer da vida.

Se alguém vos perguntar qual é o vosso plano de vida o que é que respondem?

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Provavelmente "ser feliz" , não? E do que é que precisam para ser felizes? Sentirem-se realizados? Viajar? Um trabalho? Filhos? Família? Uma casa isolada no meio da natureza? Conhecerem-se? Gostarem de vós?

Qualquer que seja a resposta, não será fácil traduzi-la em objetivos e partir daí para um plano de ação possível para os alcançar...

Comecei há 3 anos a esta parte a fazer um exercío que consiste em :

1-Definir objetivos e plano de ação para os cumprir (depois de refletir sobre todas as áreas da minha vida e do desequilíbrio de umas face às outras);

2-Monitorizar o grau de cumprimento dos objetivos (mensalmente e no final do ano);

3- Registar tudo o que relevante se passar nos primeiros 12 dias do ano, para depois comparar com os acontecimentos/sentimentos de cada mês.

3-No final de cada  mês o balanço: registar o que de positivo e negativo aconteceu e ver se os objetivos definidos no início do ano estão a ser cumpridos, se precisam de reformulação ou se estão totalmente esquecidos.

4-No final do ano, para além do balanço de dezembro, faz-se um balanço global, do bom e do mau do ano e do grau de cumprimento dos objetivos, faz-se a média (sim com contas mesmo) e percebe-se o que concretizamos face ao que tínhamos definido.

5- Os resultados nem sempre (ou quase nunca) agradam, é certo. Especialmente se forem (como eu) muito exigentes convosco. Um "mau" resultado pode derivar de uma má definição dos objetivos, da dificuldade de traçar o plano de ação, da dificuldade de monitorizar o cumprimento.

Mas o processo vai-se aperfeiçoando com o tempo e vai-nos permitindo parar para perceber o que é verdadeiramente importante.

Este ano ando a procrastinar...tenho o balanço de 2016 inacabado. Registei apenas os aspetos maus (já vos disse que detestei 2016?) e não consegui (ainda) ver (e escrever) o bom. Que houve. E tenho os objetivos de 2017 pensados (não registados).

Alguns (os que não concretizei em 2016) passaram diretamente para este ano e é nestes que me tenho focado. Os outros, hão-de chegar. Quando eu parar de procrastinar. O que me parece que aconteceu no momento em que decidi escrever este post.

 

 

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publicado às 14:31


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