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O Regresso

por Outra, em 23.02.17

Ele voltou. O meu livro. Aquele que enviei para a iniciativa do Livro Secreto (1.ª Edição).

A minha primeira sensação quando abri o livro foi de... desilusão. À medida que o folheava percebia que não havia quase nada sublinhado. Depois (lá mais para o fim do livro) fui encontrando alguns sublinhados. Fiquei a pensar...poucos gostaram da minha escolha.

Escolhi "As velas ardem até ao fim" de Sandór Marai. Primeiro por ser um livro pequeno, depois porque gostei da história e da escrita e depois porque o livro fala da amizade verdadeira, tema que me doeu (dói) muito nesta vida.

Nunca fui uma criatura "popular" no que a amizades diz respeito. Sempre precisei de aceitação, sou uma criatura (embora não parecendo)  insegura. O que (noto) ainda não deixei de ser, a avaliar pela minha reação quando vi que  o meu livro também não foi popular...

Mas depois parei para pensar. Em alguns dos livros que recebi não sublinhei nada. Das duas uma: porque não me disseram nada de extraordinário ou porque não os li. Quem os recebeu de volta pode ter sentido o mesmo que eu.

Portanto, não é nada de pessoal. É só um livro. E ele não me define enquanto pessoa.Nem tão pouco os livros (que não sublinhei e os que não li) definem quem os mandou.

Portanto, olhei de novo para o meu livro e para os sublinhados.  Senti gratidão. A quem o sublinhou, porque gostou, obrigada. Se calhar temos gostos semelhantes. A quem não o sublinhou, porque não leu ou não gostou, obrigada também. Porque me permitiram parar e perceber que isto do livro me diz mais sobre quem sou (e do que preciso ainda ultrapassar) do que esperava. E isso só pode ser bom.

Obrigada!

 

 

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publicado às 15:15


1 Tempero

De Mula a 24.02.2017 às 02:34

Eu adorei o teu livro.
Talvez por ter sido enganada por pessoas que achava que poderia confiar cegamente, talvez por esses acontecimentos terem moldado a forma como eu vejo as pessoas e a forma em como confio - ou não - nas mesmas. E concordo com o final do livro apesar de saber a pouco, a muito pouco, às vezes não queremos saber o porquê - talvez porque no fundo já o saibamos - queremos que os outros saibam que nos magoaram...

Obrigada por me teres apresentado esta vela que nunca arderá por completo na minha memória!

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