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Foi o Morrie

por Outra, em 12.09.18

Não, não ando a ler nenhum livro de autoajuda do Gustavo Santos (ou outro autor qualquer desses "do bem", o que quer que isso queira dizer).

Já me tinha consciencializado de que preciso mudar o Chip, acreditar que mereço ser feliz e fazer tudo por isso. Mas de pensar a fazer vai ainda uma distância, ou se calhar há um momento em que há um click, sei lá...

Com estas ideias já em mente, recebi o livro secreto para o mês de agosto: As terças com Morrie. E se achei, à primeira vista, que não o escolheria...tudo mudou quando comecei a ler. O Morrie veio mostrar-me que estou no caminho que quero estar...de encontrar a felicidade em bocados pequenos dos dias, em gestos aparentemente insignificantes...sem grandes megalomanias. Dando valor ao que tenho, às pessoas e não às coisas.

Fotografei imensas passagens a que quero regressar sempre que me desvie do caminho...deixo apenas algumas que me fizeram pensar:

"Estamos demasiado envolvidos em coisas materialistas, e elas não nos satisfazem. As relações de amor que temos, o universo à nossa volta, tomamos estas coisas como certas."

"É muito simples.À medida que cresces, aprendes mais. Se ficasses sempre pelos 22 anos, serias sempre tão ignorante como eras aos 22 anos. Sabes, envelhecer não é só decadência. É crescimento."

"Tens que encontrar o que é bom e verdadeiro na tua vida, tal como é agora. Olhar para trás torna-te competitivo. E a idade não é tema de competição.

"Digo-te simplesmente que não há experiência como a de ter filhos. É tudo. Não existe substituto possível. Não podes tê-la com um amigo.Não podes tê-lo com um amante. Se desejasa experiência de ter completa responsabilidade por outro ser humano, e aprender a amar e a ligar-teda maneira mais profunda possível, então deves ter filhos."

"Saber que se vai morrer, e estar preparado para isso a qualquer momento. É melhor. DEssa maneira podes realmente estar mais envolvido na vida enquanto estás vivo."

 

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publicado às 11:40

O Regresso

por Outra, em 23.02.17

Ele voltou. O meu livro. Aquele que enviei para a iniciativa do Livro Secreto (1.ª Edição).

A minha primeira sensação quando abri o livro foi de... desilusão. À medida que o folheava percebia que não havia quase nada sublinhado. Depois (lá mais para o fim do livro) fui encontrando alguns sublinhados. Fiquei a pensar...poucos gostaram da minha escolha.

Escolhi "As velas ardem até ao fim" de Sandór Marai. Primeiro por ser um livro pequeno, depois porque gostei da história e da escrita e depois porque o livro fala da amizade verdadeira, tema que me doeu (dói) muito nesta vida.

Nunca fui uma criatura "popular" no que a amizades diz respeito. Sempre precisei de aceitação, sou uma criatura (embora não parecendo)  insegura. O que (noto) ainda não deixei de ser, a avaliar pela minha reação quando vi que  o meu livro também não foi popular...

Mas depois parei para pensar. Em alguns dos livros que recebi não sublinhei nada. Das duas uma: porque não me disseram nada de extraordinário ou porque não os li. Quem os recebeu de volta pode ter sentido o mesmo que eu.

Portanto, não é nada de pessoal. É só um livro. E ele não me define enquanto pessoa.Nem tão pouco os livros (que não sublinhei e os que não li) definem quem os mandou.

Portanto, olhei de novo para o meu livro e para os sublinhados.  Senti gratidão. A quem o sublinhou, porque gostou, obrigada. Se calhar temos gostos semelhantes. A quem não o sublinhou, porque não leu ou não gostou, obrigada também. Porque me permitiram parar e perceber que isto do livro me diz mais sobre quem sou (e do que preciso ainda ultrapassar) do que esperava. E isso só pode ser bom.

Obrigada!

 

 

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publicado às 15:15

Book Pals

por Outra, em 13.01.17

Sou do tempo em que se trocavam cartas pelo correio (lembram-se dos pen pals?). Sou uma moça antiga, pois. Gostava (e gosto) daquela surpresa de receber um envelope endereçado a mim (que não sejam conta, bem entendido). Não tinha caixa de correio, lembro-me, as cartas eram deixadas em mão pelo carteiro se estivéssemos em casa, ou na mercearia mais próxima que depois se encarregava de entregar...

As saudades destas trocas de palavras fez-me participar na iniciativa do Livro Secreto, organizada pela M.J.. Basicamente cada participante escolheu um livro que gostasse e o mesmo passou pelas mãos de todas as participantes, volta depois cheio de sublinhados e notas (espero eu). Umas terão gostado mais, outras menos e talvez outras não o tenham sequer lido. Não importa. Não podemos gostar todos do mesmo.

Os pontos negativos:

- Ter de ir aos CTT (valente seca) e cumprir os prazos de envio foi difícil. Acho que a tarefa ficaria facilitada se eu tivesse descoberto que no outro lado da rua há uma loja que faz serviço de CTT...Agora já sei!

- Ler livros que à partida nunca escolheria (tive dificuldade em motivar-me para ler alguns)

 

Os pontos positivos:

- A surpresa de todos os meses receber um livro novo pelo correio;

- Regressar ao hábito da leitura (que andava esquecido);

- Ler livros que de outra forma nunca leria (A Contadora de Filmes é um bom exemplo);

- A interação com os participantes lá no grupo do facebook;

-Descobrir que é sempre tempo de econtrar um livro que nos surpreenda a ponto de não querermos que acabe (A sombra do vento)...

livro secreto (1).png

Posto isto está na hora de avançar par uma segunda edição, na qual estão convidados a participar se quiserem. As regras estão lá todas, na tasca da M.J. 

Basta que enviem mail  eagoraseila@sapo.pt com o assunto livro secreto, no corpo do mail identifiquem-se e digam o livro que querem enviar. O livro não deverá ser muito grande (deverá ter cerca de 200 páginas). No mail devem dizer se o livro pode ou não ser sublinhado.

Não vale revelar qual o livro porque até receber o primeiro é surpresa!

Vamos, vai ser giro!

 

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publicado às 14:52


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