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Diário da Gratidão - Update

por Outra, em 01.09.19

Não consegui levar por muito tempo o desafio do diário da gratidão. não me levem a mal. Não é que não a pratique mas a verdade é que perdi um bocado a vontade de escrever sobre isso (e tudo o resto na verdade).

Desta vez também não estou a participar no grpo do livro secreto. No fundo fui-me desligando das coisas e deixando passar o tempo. Talvez por achar que a  minha vida não tinha nada de interessante a ser partilhado, talvez por me sentir num marasmo...mas decidi que não pode continuar assim. 

Então vamos lá a ver se, devagari ho isto se vai começando a compor...sem nenhuma ordem específica. Vou escrever se, e quando me apetecer. Na verdade adoro a interação que se cria neste simpático bairro.

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publicado às 00:10

Querido, mudei o nome ao blog

por Outra, em 31.08.19

Tive um 1.º blog. Esse, por portas e travessas teve de ser colocado em modo privado. Demorei meses a arranjar coragem para começar outro. E arranjar-lhe o nome foi o cabo dos trabalhos. Mas O blog da Outra nunca foi um nome com especial significado. E então já andava a pensar numa mudança há imenso tempo...

Um dia lembrei-me, num regresso à minha infância, de um nome engraçado...1/4 de kilo de colorau. Cresci na mercearia dos meus avós onde se vendia de tudo um pouco, muitas dessas coisas a granel. As especiarias eram uma dessas coisas. Nelas, o colorau (ou no sotaque madeirense "colarau") era do que mais se vendia. Era guardado em grande quantidade numa lata grande e vendia-se ao peso, embrulhado em papel pardo.Dava cor e ao mesmo tempo sabor à comida. Assim também é com a vida. Precisa de cor e de sabor. Vamos ver se este novo nome me reacende a vontade de escrever.

"Colorau ou colorífico é nome genérico para condimentos ou especiarias de cor avermelhada de origem vegetal, usados para modificar a cor de alimentos.

Em Portugal e alguns outros países lusófonos, o termo "colorau" tradicionalmente designa a páprica (paprica, pimentão-doce), que consiste de pimentão avermelhado dessecado e moído."

(Definição retirada da Wikipedia)

 

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publicado às 23:39

A minha "Cristina"

por Outra, em 09.01.19

Toda a gente fala da Cristina e do programa da Cristina. Da chamada para a Cristina. A minha Cristina, senhores, é a Bimby!

Há muitos anos (uns 9  pelo menos) tive lá em casa uma senhora a fazer-me uma demonstração da maquineta. Nessa altura fiquei mesmo tentada a comprar. Achei que aquilo dava um jeitão. uma maquineta só prometia arrumar a um canto alguns eletrodomésticos (varinha mágica, batedeira, picadora, liquidificadora, balança) e fazer uma série de coisas maravilhosas, especialmente facilitar a vida da pessoa na cozinha!

Ele não ficou nada convencido. E eu fui na onda. Tínhamos muita coisa para comprar para a casa. Aquilo não era uma prioridade... Ainda pensei há uns anos adquirir uma máquina do mesmo género, mas mais barata, procurei opiniões e comparações mas nunca concretizei a compra.

No início de dezembro uma amiga minha (que já tinha a bimby antiga) convidou-me para uma demonstração da bimby da nova geração. Lá fui. Tivemos oportunidade de perceber que, com a evolução, muitas receitas já lá estão armazenadas e outras podemos guardar no portal e depois é só sincronizar com a cook-key e depois está lá tudo prontinho a utilizar. Não é preciso andar a ver as receitas nos livros. é selecionar e ir carregando no "seguinte" e fazendo o que ela pede.

Novamente, fiquei impressionada com as funcionalidades daquilo. Ele também teve oportunidade de experimentar. Para mim, que tenho de cozinhar todos, ou quase todos os dias era imprescindível que, a adquirir a bimby eu pudesse poupar tempo, conseguir fazer várias coisas ao mesmo tempo e sujar menos tachos. Portanto que me facilitasse a vida.

Não tinha sequer pensado em comprar antes de ver a demonstração, mas de facto gostei imenso e achei que podia ser uma excelente aquisição e ajuda para mim. Pois então decidimos comprar.

Foram lá levá-la a casa duas semanas antes do natal...portanto já fiz planos para usar a bimby para algumas lembranças de natal. Fiz licores. 3 receitas do mesmo, comprei umas garrafinhas bonitas para colocar, uma fita vermelha e já está. Lembranças despachadas.

Desde que me mudei para a minha casa acho que fiz 1 sobremesa, no máximo 2. Na semana do Natal fiz mais sobremesas do que nesse tempo todo: mouse de chocolate, arroz doce, espuma de abacaxi, espuma de frutos silvestres, mais arroz doce....foi a loucura!

Já fiz um bolo, pizza, sopa , verduras a vapor, omolete a vapor, frango, risotto, iogurtes....

Um mês depois, parece-me que fiz uma excelente escolha. Tenho um novo vício : planear refeições e pesquisar receitas :)

 

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publicado às 14:48

A maior lição de 2018

por Outra, em 31.12.18

2018 não foi um ano fácil. Pelo contrário, foi um ano bastante complicado.

Dos objetivos que tracei no início do ano, muitos ficaram por cumprir. Outros nem tinham sido pensados e foram, mesmo assim, concretizados. 

Voltei a sentir a ansiedade como já não acontecia há muitos anos. Passei meses difícieis e tive de lutar um bom bocado parasentir-me melhor. Lá para o meio de 2018 é que consegui estabilizar...ainda tenho dias complicados...

Os meus maiores objetivos eram de desenvolvimento pessoal, ganhar consciência das coisas boas, mudar o chip, aprender a sentir-me grata pelo que tenho em vez de olhar para aquilo que (acho) me falta...Fazer tudo por ter paz interior e não esperar demasiado dos outros.

Apesar de todas as coisas negativas que a ansiedade me trouxe, também me fez perceber que tenho de ser melhor comigo mesma: mais tolerante, mais compreensiva, aprender a perdoar-me, não ser tão exigente, aceitar que tenho os meus limites e que de vez em quando não faz mal ficar cansada e "fraquejar". 

Se tivesse de escolher 3 palavras para definir o ano, seriam: Aprendizagem, resiliência, gratidão.

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publicado às 16:28

Destralhe - O balanço - Dia 5 - O Fim

por Outra, em 10.12.18

Então vamos lá ao último post do detrslhe.

Dia 5: a cozinha, a divisão que tem estado sempre cheia de tralha em cima dos balcões... Onde já não sei que estratégias usar para arrumar as coisas. Eu e que tinha coisas a mais...

1.Tirar tudo de dentro dos armários e colocar em cima das bancadas e da mesa e quando já não cabia mais nada, usar o chão da cozinha;

2. Limpar os armários ;

3. Selecionar o que não preciso/não uso/não funciona, entre as coisas que saíram estão: um liquidificador avariado (com os milhentos acessórios incluídos), garrafa e um copo térmico, frascos vazios, tuperwares que não usava (com tamanhos diversos), jarros e copos que tinha a mais, pratos e taças com falhas (parcialmente partidas),  um galheteiro novinho em folha, um conjunto para fondue (tinha 3...)...

Tudo o que estava em condições foi colocado numa caixa e foi doado. O que não estava bom foi para o lixo.

4.Arrumei tudo nos seus devidos lugares (algumas coisas aproveitei para mudar de sítio apenas porque me dava mais jeito assim).  Arrumei de acordo com a utilização que damos às coisas no dia-a-dia e a sua proximidade à mesa e à máquina de lavar loiça, que torna mais fácil o acesso na correria dos dias.

Depois da arrumação, a cozinha tem-se mantido até agora, nos eixos. Está tudo muito mais fácil de arrumar. Cada coisa tem o  seu lugar e temos é de ter o cuidado de colocar no sítio  logo depois de usar.

Resumidamente, a semana do destralhe faz-me tirar as seguintes concluões:

-Temos muito mais coisas do que aquelas que realmente precisamos, devemos selecionar e ver aquilo que gostamos e queremos mesmo manter.

-A nossa casa deve estar adaptada às nossas necessidades e gostos. Se eu não gosto de excesso de coisas, então devo adaptar o meu espaço a esse ideal: Retirar o que está a mais. Deixar mais espaço livre.

- Quando não damos utilidade às coisas ou temos muitos exemplares de uma dada coisa devemos manter apenas a quantidade que nos faz falta e dar o resto. Para quê manter 20 toalhas de banho, quando 6 ou 7 fazem bem a vez?

-Libertar espaço de coisas que não queremos/não gostamos dá uma sensação agradável de leveza, libertação, clareza mental até. É ótimo perceber que cada vez precisamos de menos para sermos felizes...É ser em vez de ter. E daqui só podem resultar coisas positivas.

 

 

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publicado às 12:49

Destralhe - O Balanço - Dia 3 e 4

por Outra, em 21.11.18

Juntei dois dias num de propósito. Um deles foi de descanso...bem que eu estava a precisar.

Mas antes vamos então ao Dia 3 - Despensa (a que fica ao lado da cozinha)

Esta divisão era uma das mais desarrumadas....estava cheia de tralha. Acabei por acumular coisas a mais porque me distraí. Desta vez eliminei mesmo as coisas que não precisava, não gostava e/ou que estavam estragadas.

Nesta divisão não tirei tudo (mas quase tudo) para fora. Ainda assim fiquei com o chão da cozinha repleto de tralha. O que ficou dentro da divisão eram coisas devidamente acomodadas nas suas caixas e móveis.

Fui arrumando prateleira a prateleira e selecionando tudo o que lá havia acumulado, incluindo dentro das caixas de arrumação e caixinhas que reduzi drásticamente.

1- Decidir  o que é para deitar fora. Exemplos de coisas que descartei:

  • Sacos de plástico e de papel que guardava em dose industrial;
  • Cabos variados que não sabia onde pertenciam;
  • Telemóveis antigos;
  • Postais e envelopes dos mesmos;
  • Porta-chaves e outros tarecos que não uso nem vou usar (muitos já danificados);
  • Convites (de casamento, batizado, aniversário), missais, lembranças dos mesmos - era uma caixa de sapatos cheia dessas coisas;
  • Malas minhas que aguardavam conserto há meses...Se não as arranjei, é porque não as vou usar!
  • Sapatos que estavam guardados - tudo o que não estava bom foi para o lixo;
  • Caixas vazias - não sei porque guardei tantas!
  • Velas meias gastas. Foram todas para o lixo.
  • Porta velas (tinha uma coleção daquilo e muitas já não usava há anos);
  • A caixa do aspirador (que por sua vez guardava meia dúzia de pares de sapatos e ocupava um espaço imenso);

2- Ver o que estava em condições e separar para dar/ deixar na casa do lixo :

Todas as coisas que retirei e que vi que estavam em condições arrumei numa caixa que foi deixada na casa do lixo. Fiz o mesmo com os sapatos bons e com duas malas que também já não usava. Tinha reparado quando fiz a grande arrumação à arrecadação que algumas das coisas maiores (aspirador, tintas) que deixamos ao é do balde do lixo foram levadas antes da recolha.

3- Decidir o que é para guardar e arrumar tudo em condições nas prateleiras de acordo com a frequência com que as coisas são utilizadas. Devo dizer que 3 semanas depois continua tudo arrumado.

O segredo: Definir um lugar para cada coisa e quando se utilizam as coisas devolvê-las sempre ao seu lugar. Para mim tem sido a forma mais fácil de manter tudo arrumado.

Dia 4: Descanso - até porque as costas se começavam a ressentir...

To be continued...

 

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publicado às 14:19

Destralhe - O balanço - Dia 2

por Outra, em 14.11.18

Dia 2 - Arrecadação (na garagem)

Esta era a área mais crítica da casa, que até é fora dela, é ao pé do estacionamento, na garagem do prédio. Estávamos para fazer esta arrumação desde há uns 3 anos...basicamente desde que temos o miúdo...mas fomos adiando até não conseguir abrir a porta em condições. Mal imaginávamos o que cabia lá dentro.

Por partes:

1.º Tirar tudo o que se encontrava dentro da arrecadação e colocar no estacionamento respeitando mais ou menos uma certa "ordem" nas coisas (a ordem possível, claro);

2.º Limpar bem todo o compartimento.

3.º Ver o que continham as caixas que não estavam etiquetadas/identificadas e selecionar os itens de acordo com as seguintes categorias:

  • Lixo - o que não está em condições (um aspirador avariado, tubos de outro aspirador, brinquedos antigos, árvore de natal artificial estragada, tintas abertas há muitos anos,cabos que não se sabe onde pertencem...).
  • Dar - coisas que estão em condições e não queremos - Brinquedos bons, cadeira de carro, carro passeio, livros, dvd's, ...
  • Guardar - coisas que usamos e não podemos ter guardadas dentro de casa (material de pintura, mochilas/malas de viagem, saco-cama, raquetes, ferramentas e materiais, decorações de natal) 

Esta seleção foi, sem dúvida a parte mais difícil, especialmente porque há sempre uma ou outra coisa que tem um valor sentimental e que ficou guardada só para recordação. Nestes casos, tirar uma foto pode ser uma boa solução. A verdade é que se guardarmos tudo o que nos traz recordações, um dia não temos espaço para entrar em casa...Eu não sou apologista de guardar tudo.

Depois de muitas (muitas, muitas, muitas) caminhadas ao lixo começa-se a ver espaço livre.

Passo seguinte: agrupar todas as coisas do mesmo género juntas, sem ter 2 ou três sacos com elas (material de pintura, coisas de natal, malas, acessórios de carro, ferramentas/materiais).

Para finalizar: arrumar tudo o que queremos manter dentro da arrecadação de novo, de modo acessível para podermos saber onde encontrar as coisas quando precisarmos delas.

E voilá...

Esta trabalheira demorou umas 5/6 horas porque éramos dois a trabalhar...

Continua...

 

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publicado às 17:02

Destralhe - O balanço - Dia 1

por Outra, em 13.11.18

Depois deste desabafo fica o resultado de uma semana de férias com a finalidade de destralhar as áreas críticas da minha casa. Não contei o número de itens que destralhei, mas foram imensos...Algumas coisas foram para dar e outras foram diretamente para o lixo porque não estavam em condições.

Dia 1 - Quarto do miúdo

Brinquedos: 

-Tirar todos os brinquedos e livros e fazer uma triagem: os bons para um lado (para posterior seleção), tudo o que estava estragado/incompleto para outro (estes foram diretamente para o lixo) 

-Da seleção: retirei para doar todos os brinquedos que já não são adequados à idade do petiz e coloquei-os em sacos para doar. Todos os que le ainda brinca bastante guardei em caixas de arrumação (3 caixas) daquelas que encaixam nas estantes de cubos do IKEA.

 Roupa/ Calçado:

-Retirar tudo de dentro do roupeiro ( menos as gavetas, que não despejei porque foram arrumadas há pouco tempo) e começar a seleção. Aqui há mais divisões a considerar:

-Roupa emprestada - colocar de lado para devolver tudo;

-Roupa do miúdo que vai ser emprestada/dada já: dividir tudo por tamanhos e guardar em sacos. Entregar aos destinatários.

-Roupa do miúdo para emprestar/dar depois: guardar em sacos de vácuo pelo tamanho. Na hora de dar, é só pegar no saco...

-Roupa de cama do berço (lençóis, cobertores, edredons), protetores , mantas, almofadas: arrumar tudo em sacos de vácuo e guardar na parte de cima do roupeiro.

O resultado sente-se logo quando se entra no quarto. Sente-se que o espaço está mais leve. Cada coisa tem o seu lugar e está muito mais fácil de arrumar. Ainda tenho de me desfazer de um pufe antigo que lá está, mas como ainda não lhe arranjei destino, ficou.

Continua...

 

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publicado às 17:11

Presta atenção: o corpo responde!

por Outra, em 04.10.18

Quantas vezes nos deparamos com decisões difíceis? Quantas vezes andamos a moer dias e dias até termos uma resposta? Quantas vezes ficamos a moer outros tantos dias depois de tomarmos a decisão? Será que foi a certa? Ou a errada?

Falo por mim, sou indecisa. Ou melhor, tenho a mania de querer saber as opiniões dos outros acerca das decisões que devem ser só minhas. Mania antiga de procurar aprovação para tudo o que faço...

Portanto sou licenciada e exeço a minha profissão sem estar inscrita numa ordem profissional. Só que apenas a inscrição e estágio nessa ordem me permitiriam fazer outro tipo de trabalhos, mais ou menos remunerados consoante a sua complexidade.

Acontece que quando acabei o curso não fiz o dito estágio, comecei logo a trabalhar. Depois fiquei desempregada, depois empregada de novo e não o fiz. Sempre achei que não o queria fazer. Custa algum dinheiro ainda. Este ano, com a oportunidade de me oferecerem a inscrição, e porque ainda estava no prazo ponderei, será que devo fazer?

Passei o fim de semana inteiro indisposta, com dores de cabeça e a pensar, pensar, pensar. Mentalizei a pergunta e meditei à espera da resposta. Não conseguia concluir se sim ou não. Toda a gente à minha volta disse "Ah, se fosse eu fazia", "eu aproveitava", "gostava muito que fizesses", bla, bla, bla, como se a questão fosse exclusivamente monetária. Só que não é. É mais do que isso. Precisava saber se queria mesmo ou não.

Na segunda feira, e ainda na dúvida, decido contactar uma conhecida para ver se me aceitaria como sua estagiária. Respondeu logo que não. Não tinha plano B. Tinha de fazer pedidos e mais pedidos para encontrar um lugar.

Ainda com dores de cabeça, fui ver mais uma vez a quantidade de coisas que eram necessárias para a inscrição. Vi logo uma incompatibilidade que me impediria de exercer livremente depois. Naquele momento e perante esse impedimento senti um alívio enorme, como se um peso me saísse de cima dos ombros. A dor de cabeça foi passando e fui-me sentindo muito melhor.

Se calhar eu sempre soube a resposta e só estava à procura de uma justificação para que os outros compreendessem a minha escolha, ou algo que a tornasse mais aceitável aos olhos dos outros. Sempre os outros.

Parei paa pensar um bocado. Afinal quem é que tem de escolher? Eu. Quem é que tem de saber o que quer fazer? Eu. Então porque é que não ouvi logo os sinais que o meu corpo me deu ao longo de todos os dias em que me predispus a decidir diferentemente daquilo que era a minha convição? A verdade é que nunca quis fazer aquilo. E continuo a não querer. Não sei qual é exatamente o meu caminho mas sei que não é por ali. Por agora. Portanto numa próxima espero não me esquecer de que a resposta está sempre lá, quanto mais não seja em pequenos avisos subtis que o nosso corpo nos vai dando.

Escutem-no, que ele sabe.

 

 

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publicado às 09:11

Foi o Morrie

por Outra, em 12.09.18

Não, não ando a ler nenhum livro de autoajuda do Gustavo Santos (ou outro autor qualquer desses "do bem", o que quer que isso queira dizer).

Já me tinha consciencializado de que preciso mudar o Chip, acreditar que mereço ser feliz e fazer tudo por isso. Mas de pensar a fazer vai ainda uma distância, ou se calhar há um momento em que há um click, sei lá...

Com estas ideias já em mente, recebi o livro secreto para o mês de agosto: As terças com Morrie. E se achei, à primeira vista, que não o escolheria...tudo mudou quando comecei a ler. O Morrie veio mostrar-me que estou no caminho que quero estar...de encontrar a felicidade em bocados pequenos dos dias, em gestos aparentemente insignificantes...sem grandes megalomanias. Dando valor ao que tenho, às pessoas e não às coisas.

Fotografei imensas passagens a que quero regressar sempre que me desvie do caminho...deixo apenas algumas que me fizeram pensar:

"Estamos demasiado envolvidos em coisas materialistas, e elas não nos satisfazem. As relações de amor que temos, o universo à nossa volta, tomamos estas coisas como certas."

"É muito simples.À medida que cresces, aprendes mais. Se ficasses sempre pelos 22 anos, serias sempre tão ignorante como eras aos 22 anos. Sabes, envelhecer não é só decadência. É crescimento."

"Tens que encontrar o que é bom e verdadeiro na tua vida, tal como é agora. Olhar para trás torna-te competitivo. E a idade não é tema de competição.

"Digo-te simplesmente que não há experiência como a de ter filhos. É tudo. Não existe substituto possível. Não podes tê-la com um amigo.Não podes tê-lo com um amante. Se desejasa experiência de ter completa responsabilidade por outro ser humano, e aprender a amar e a ligar-teda maneira mais profunda possível, então deves ter filhos."

"Saber que se vai morrer, e estar preparado para isso a qualquer momento. É melhor. DEssa maneira podes realmente estar mais envolvido na vida enquanto estás vivo."

 

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publicado às 11:40


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